{"id":326,"date":"2025-01-13T23:09:32","date_gmt":"2025-01-13T23:09:32","guid":{"rendered":"https:\/\/becoming-livingston.i.metricaz.com\/quartaparedepop\/?p=326"},"modified":"2025-01-13T23:09:33","modified_gmt":"2025-01-13T23:09:33","slug":"lista-melhores-filmes-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/becoming-livingston.i.metricaz.com\/quartaparedepop\/lista-melhores-filmes-2017\/","title":{"rendered":"Os 20 melhores filmes lan\u00e7ados no Brasil em 2017"},"content":{"rendered":"\n<p>Se tem uma coisa que marca um ano cinematogr\u00e1fico \u00e9 a qualidade de suas produ\u00e7\u00f5es. Desde filmes bons ou ruins, passando por obras divisivas, as particularidades v\u00e3o moldando aqueles doze meses, que podem se tornar inesquec\u00edveis \u2013 ou n\u00e3o \u2013 para os cin\u00e9filos apaixonados pela s\u00e9tima arte.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2017, centenas do filmes foram lan\u00e7ados no Brasil. Alguns deles \u2013 que haviam estreada l\u00e1 fora no ano anterior \u2013 vieram com a pompa inerente \u00e0 corrida do Oscar e n\u00e3o decepcionaram. Tamb\u00e9m foi um ano bom para as produ\u00e7\u00f5es de terror e de maneira geral, os blockbusters. Podemos incluir nesse segmento alguns filmes de her\u00f3is e at\u00e9 mesmo com\u00e9dias dram\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 bom lembrar: n\u00e3o foram considerados os filmes que estrearam somente em festivais. Aqui na Quarta Parede j\u00e1 temos cr\u00edticas de filmes como<em>\u00a0O Que te Faz Mais Forte<\/em>,\u00a0<em>Projeto Fl\u00f3rida<\/em>\u00a0e\u00a0<em>Artista do Desastre<\/em>. Outros filmes que tamb\u00e9m est\u00e3o na corrida do Oscar 2018, como\u00a0<em>Me Chame Pelo Seu Nome<\/em>\u00a0e\u00a0<em>Lady Bird<\/em>, e que chegar\u00e3o aos cinemas do Brasil a partir de Janeiro, ser\u00e3o alvo de uma an\u00e1lise a parte, em breve.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel que nem todos os melhores filmes de 2017 estejam aqui. Afinal de contas, al\u00e9m de ser uma an\u00e1lise que n\u00e3o representa uma opini\u00e3o definitiva, n\u00e3o foi poss\u00edvel assistir a todos os filmes lan\u00e7ados.&nbsp;Mas pelo menos umas duas centenas foram vistos, eu juro! Ent\u00e3o vamos conferir:<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O Apartamento<\/h2>\n\n\n\n<p>O drama iraniano&nbsp;<strong><em>O Apartamento<\/em><\/strong>&nbsp;<em>(Forushande)<\/em>&nbsp;foi o vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro este ano. Dirigido por&nbsp;Asghar Farhadi, o filme acompanha o casal&nbsp;Emad (Shahab Hosseini) e Rana (Taraneh Alidoosti), que s\u00e3o obrigados a se mudar depois que seu apartamento sofre s\u00e9rios danos. Quando&nbsp;um desconhecido invade a nova casa e agride Rana, a esposa precisa lidar com o trauma. Enquanto isso, Emad embarca numa jornada de vingan\u00e7a, que desencadeia uma s\u00e9rie de eventos. O que torna o longa de&nbsp;Farhadi t\u00e3o atrativo \u00e9 justamente a forma como ele conta a sua hist\u00f3ria, com simplicidade, mostrando caracter\u00edsticas culturais do pa\u00eds e situa\u00e7\u00f5es comuns dos personagens. Al\u00e9m disso, h\u00e1 um estudo \u00edntimo da rela\u00e7\u00e3o do casal e o roteiro e a c\u00e2mera precisa do diretor fazem com que os bons textos e as brilhantes atua\u00e7\u00f5es se sobressaiam.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">La La Land: Cantando Esta\u00e7\u00f5es<\/h2>\n\n\n\n<p>Por conta da estreia do filme ter acontecido em festivais de cinema no in\u00edcio de segundo semestre e do enorme buzz criado por conta da corrida do Oscar, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil esquecer que<strong><em>\u00a0La La Land<\/em>\u00a0<\/strong>estreou por aqui somente na segunda quinzena de Janeiro. O musical de Damien Chazelle, que venceu o Oscar de melhor dire\u00e7\u00e3o, \u00e9 um deleite para quem gosta do g\u00eanero e at\u00e9 para aqueles que n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o chegados.\u00a0As m\u00fasicas s\u00e3o boas, o roteiro \u00e9 engajante e a dire\u00e7\u00e3o de arte \u00e9 simplesmente impec\u00e1vel. N\u00e3o podemos nos esquecer tamb\u00e9m de Ryan Gosling e Emma Stone, que com charme e boa qu\u00edmica d\u00e3o vida aos personagens Seb e Mia. Embora pare\u00e7a em um primeiro momento,\u00a0<em>La La Land<\/em>\u00a0n\u00e3o \u00e9 somente uma homenagem a Hollywood. O filme tamb\u00e9m tem algo a dizer, sobre escolhas e as consequ\u00eancias que podem se aplicar al\u00e9m de um romance.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A Qualquer Custo<\/h2>\n\n\n\n<p>Aqui n\u00e3o temos somente as grandes performances de Jeff Bridges, Chris Pine e Ben Foster. Em\u00a0<em><strong>A Qualquer Custo\u00a0<\/strong>(Hell or High Water)<\/em>, o diretor David Mackenzie e o roteirista Taylor Sheridan fazem o p\u00fablico embarcar em um faroeste moderno, com uma hist\u00f3ria empolgante e que subverte as expectativas em rela\u00e7\u00e3o aos personagens. Muito bem escrito, o longa ainda nos faz criar empatia com os policiais da mesma forma com que acompanhamos os bandidos. Contextualizando, os dois irm\u00e3os texanos Toby (Pine) e Tannar (Foster) se re\u00fanem ap\u00f3s anos de separa\u00e7\u00e3o para roubar ag\u00eancias do banco que amea\u00e7a a fal\u00eancia das terras da fam\u00edlia. Os assaltos, no entanto, v\u00e3o al\u00e9m de uma simples vingan\u00e7a e fazem parte de um plano elaborado pelos dois, que envolvem valores morais e familiares.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Moonlight: Sob a Luz do Luar<\/h2>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil entender o motivo pelo qual\u00a0<strong><em>Moonlight<\/em><\/strong>\u00a0tenha sido t\u00e3o aclamado pela cr\u00edtica, muito menos o fato de ter levado a estatueta de Melhor Filme no Oscar deste ano. Dirigido e escrito por\u00a0Barry Jenkins, o filme abandona o estere\u00f3tipo e mais do que isso: ele \u00e9 capaz de transformar o arqu\u00e9tipo do personagem negro e pobre em algo totalmente diferente e veross\u00edmil. Segundo diz a sinopse, a beleza do filme se concentra nas rela\u00e7\u00f5es humanas e nas descobertas do jovem afro-americano Chiron,\u00a0desde a inf\u00e2ncia at\u00e9 a vida adulta e a luta dele para encontrar seu lugar no mundo enquanto cresce num bairro violento de Miami. Mas\u00a0<em>Moonlight<\/em>\u00a0tamb\u00e9m \u00e9 uma obra visualmente linda, com performances marcantes, como as de Naomi Harris e Mahershala Ali, e tem uma das cenas finais mais tocantes dos \u00faltimos anos.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Logan<\/h2>\n\n\n\n<p>O longa dirigido por James Mangold foi o primeiro filme de her\u00f3is a estrear em 2017. E tamb\u00e9m foi o melhor.\u00a0<em><strong>Logan<\/strong><\/em>\u00a0\u00e9 um filme sujo, \u00e1spero e que nos leva para dentro daquele universo de forma plaus\u00edvel, onde quase nos esquecemos por instantes que existem mutantes ali inseridos. \u00c9 ai que reside o grande m\u00e9rito da hist\u00f3ria em si, fazendo com que haja um senso de humanidade muito presente no filme. Ainda que n\u00e3o seja a maior obra-prima entre os mais de 50 filmes de super-her\u00f3is j\u00e1 feitos at\u00e9 hoje,\u00a0<em>Logan<strong>\u00a0<\/strong><\/em>poder\u00e1 compor listas dos melhores\u00a0com obras como\u00a0<em>O Cavaleiro das Trevas\u00a0<\/em>e\u00a0<em>Homem-Aranha 2.\u00a0<\/em>\u00a0Antes de tudo, \u00e9 uma obra apreci\u00e1vel e que chega a um patamar que transcende o g\u00eanero, onde sem exageros, sabe dosar todos os seus componentes para compor um resultado surpreendente. Isto sem mencionar as grandes performances de Hugh Jackman, Patrick Stewart e Dafne Keen.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Um Limite Entre N\u00f3s<\/h2>\n\n\n\n<p>Protagonizado por Denzel Washington e Viola Davis,\u00a0<em><strong>Um Limite Entre N\u00f3s<\/strong>\u00a0(Fences)<\/em>\u00a0estreou comercialmente no Natal de 2016 e chegou ao Brasil apenas em Mar\u00e7o. Pode-se dizer que a espera valeu a pena.\u00a0O filme possui um jeito bem peculiar\u00a0pois trata-se da adapta\u00e7\u00e3o de uma pe\u00e7a de teatro escrita pelo j\u00e1 falecido autor\u00a0<strong>August Wilson<\/strong>. Dirigida por Washington, que d\u00e1 vida ao\u00a0protagonista verborr\u00e1gico e hipnotizante Troy, o filme n\u00e3o possui uma hist\u00f3ria t\u00e3o grandiosa mas se destaca pelas brilhantes atua\u00e7\u00f5es, sobretudo Viola, que brilha como Rose. O longa possui uma capacidade de inebriar e prender a aten\u00e7\u00e3o o p\u00fablico, com as transforma\u00e7\u00f5es causadas pelas circunst\u00e2ncias que por\u00e9m,\u00a0nem sempre s\u00e3o\u00a0respons\u00e1veis por moldar quem somos e o que queremos nos tornar, a partir do momento em que o filho do casal (Jovan Adepo) decide seguir carreira no beisebol \u2013 antigo sonho do pai.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Personal Shopper<\/h2>\n\n\n\n<p>Maureen \u00e9 uma jovem americana que vive em Paris, trabalhando como um assistente de moda de uma celebridade. Ela tamb\u00e9m tem a habilidade ps\u00edquica de se comunicar com esp\u00edritos, igual ao seu irm\u00e3o g\u00eameo Lewis, que faleceu recentemente. Enquanto espera por um sinal de seu irm\u00e3o, ela come\u00e7a a receber mensagens de uma for\u00e7a desconhecida. No papel da protagonista deste filme est\u00e1&nbsp;Kristen Stewart. E antes de qualquer torcida de nariz ou cara feia, se voc\u00ea n\u00e3o assistiu ao longa acredite: ela est\u00e1 \u00f3tima aqui. Dirigido pelo franc\u00eas&nbsp;Olivier Assayas,&nbsp;<strong><em>Personal Shooper<\/em><\/strong>&nbsp;possui uma atmosfera intrigante, uma ambienta\u00e7\u00e3o muito bem constru\u00edda e um enredo que utiliza uma abordagem n\u00e3o convencional para falar do assunto.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Fragmentado<\/h2>\n\n\n\n<p>O suspense colocou o diretor e roteirista M. Night Shyamalan de volta aos holofotes. E desta vez porque fez um filme bom. Aqui ele conta a hist\u00f3ria de Kevin (James McAvoy), um homem atormentado por suas m\u00faltiplas personalidades que se manifestam aleatoriamente. Com a capacidade de alterar sua qu\u00edmica corporal por meio do pensamento, Kevin passa a agir de maneira incontrol\u00e1vel ultrapassando limites. Em\u00a0<em><strong>Fragmentado<\/strong>\u00a0(Split)<\/em>\u00a0temos\u00a0Shyamalan de volta aos seus melhores dias, desde movimentos de c\u00e2mera, passando pela ambienta\u00e7\u00e3o at\u00e9 os tradicionais plot twists. Al\u00e9m disso, \u00e9 necess\u00e1rio destacar que tanto McAvoy quanto\u00a0Anya Taylor-Joy apresentam \u00f3timas performances.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Corra!<\/h2>\n\n\n\n<p>Aqui temos um caso interessante.\u00a0<em><strong>Corra!<\/strong>\u00a0(Get Out)<\/em>\u00a0estreou nos Estados Unidos em Fevereiro e ao contr\u00e1rio do muitos filmes que acabam ficando pelo meio do caminho, chegou ao fim de 2017 como uma das produ\u00e7\u00f5es com possibilidades reais no Oscar. Indicado em importantes premia\u00e7\u00f5es do cinema independente e presente entre os cinco postulantes ao\u00a0Globo de Ouro\u00a0na categoria de Melhor Filme de Com\u00e9dia ou Musical, Corra! \u00e9 uma s\u00e1tira inteligente e ao mesmo tempo um terror psicol\u00f3gico provocativo. Jordan Peele acertou em cheio na sua estreia como diretor,\u00a0unindo elementos distintos como cr\u00edtica social associada ao racismo e uma com\u00e9dia debochada,\u00a0em um filme envolvente, assustador e original. Ao mostrar o final semana em que Chris (Daniel Kaluuya), um jovem afro-americano, visita a propriedade da familia branca de sua namorada e vivencia uma experi\u00eancia perturbadora, Peele nos insere em um enervante filme que foi uma das grandes surpresas do ano.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Z \u2013 A Cidade Perdida<\/h2>\n\n\n\n<p>Dirigido e escrito por James Gray,<strong>\u00a0<em>Z \u2013 A Cidade Perdida<\/em><\/strong>\u00a0conta a verdadeira e incr\u00edvel hist\u00f3ria do explorador ingl\u00eas Percy Fawcett (Charlie Hunnam) \u200bque depois de se aventurar pelo mundo vai atr\u00e1s de uma cidade perdida feita de ouro no cora\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia, apoiado pela \u200besposa (Sienna Miller), filho (Tom Holland) e seu ajudante (Robert Pattinson). Al\u00e9m de \u00f3timo trabalho de seu elenco,\u00a0<em>Z<\/em>\u00a0possui uma fotografia fant\u00e1stica e apesar da narrativa caminhar a passos lentos, a jornada que o personagem de\u00a0Charlie Hunnam tra\u00e7a \u00e9 engajante e instiga nossa curiosidade. \u00c9 um filme que na sua primeira camada fala sobre explora\u00e7\u00e3o, mas que tamb\u00e9m discute temas como o prop\u00f3sito na vida de uma pessoa e o senso familiar.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Em Ritmo de Fuga<\/h2>\n\n\n\n<p>Quem diria que um filme sobre um piloto de fuga chamado\u201dBaby\u201d faria tanto sucesso este ano? O longa dirigido e escrito por Edgar Wright, assim como outros dessa lista, \u00e9 uma prova de que um blockbuster de a\u00e7\u00e3o pode ser bom sem ser esquec\u00edvel ou mal executado. Com um elenco que marca presen\u00e7a, \u00f3timas cenas de a\u00e7\u00e3o e uma dire\u00e7\u00e3o impec\u00e1vel,\u00a0<em><strong>Em Ritmo de Fuga\u00a0<\/strong><\/em>\u00e9 mais do que um musical n\u00e3o convencional sobre rodas. A\u00a0a\u00e7\u00e3o fren\u00e9tica aliada a uma edi\u00e7\u00e3o primorosa \u2013 e uma playlist\u00a0 que pulsa a todo instante \u2013 tornam o filme uma experi\u00eancia cinematogr\u00e1fica divertida e alucinante.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Dunkirk<\/h2>\n\n\n\n<p>Certamente temos aqui um filme que n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico dessa lista a dividir opini\u00f5es. Muitos acusam<strong><em>\u00a0Dunkirk<\/em>\u00a0<\/strong>de ser um longa revestido de muita plasticidade e pouca emo\u00e7\u00e3o. Outros defendem o fato de que o filme dirigido e escrito por Christopher Nolan \u00e9 uma experi\u00eancia cinematogr\u00e1fica incr\u00edvel e imersiva.\u00a0De fato, o filme \u00e9 dotado de uma cinematografia impec\u00e1vel que re\u00fane elementos que se combinam para resultar em uma experi\u00eancia \u00fanica. Com poucos di\u00e1logos, o longa se apoia na trilha incessante e n\u00e3o convencional de\u00a0Hans Zimmer, que dita o tom \u00e0 medida em que as situa\u00e7\u00f5es se desenrolam. Fazendo uso de muitos efeitos pr\u00e1ticos, planos abertos exuberantes e com sequ\u00eancias incr\u00edveis no mar e no ar, o filme n\u00e3o precisa de um \u00f3culos 3D ou outro recurso para aumentar a experi\u00eancia. A imers\u00e3o \u00e9 inevit\u00e1vel e a tens\u00e3o da guerra com todos os seus medos e perigos \u00e9 uma constante.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Planeta dos Macacos: A Guerra<\/h2>\n\n\n\n<p>A julgar pelo t\u00edtulo,\u00a0muita gente ansiou por um filme com tiros, mortes e uma a\u00e7\u00e3o constante. Isto n\u00e3o acontece em\u00a0<strong><em>Planeta dos Macacos: A Guerra<\/em><\/strong>, o que \u00e9 bom. H\u00e1 momentos de a\u00e7\u00e3o mas este filme \u00e9 essencialmente um drama, onde os personagens tamb\u00e9m lutam suas guerras internamente. A trilogia \u00e9 um arco de desenvolvimento humano, s\u00edmio e do mundo como conhecemos. O filme consegue encerr\u00e1-la de forma bem coerente,\u00a0discutindo temas como evolu\u00e7\u00e3o, coopera\u00e7\u00e3o e at\u00e9 aonde estamos dispostos a nos adaptar.\u00a0Al\u00e9m disso, o longa dirigido por Matt Reeves consegue atingir um grau de complexidade que estamos pouco (ou mal) habituados no cinema pipoca. Isso \u00e9 poss\u00edvel a partir da constru\u00e7\u00e3o de um dos melhores personagens (Caesar) que o cinema nos deu nos \u00faltimos anos, sem contar a interpreta\u00e7\u00e3o cir\u00fargica de Andy Serkis e para n\u00e3o ser injusto, os demais atores. \u00c9 sim um blockbuster, mas com qualidade necess\u00e1ria para n\u00e3o tornar-se esquec\u00edvel e pungente o suficiente para comover em seu ato final.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Bingo: O Rei das Manh\u00e3s<\/h2>\n\n\n\n<p>Em um ano marcado por boas produ\u00e7\u00f5es brasileiras,&nbsp;<strong><em>Bingo: O Rei das Manh\u00e3s<\/em><\/strong>&nbsp;\u00e9 o melhor filme entre os nacionais.&nbsp;A estreia de Daniel Rezende como diretor n\u00e3o poderia ser melhor. Transitando entre humor e drama, o longa ainda conta com uma atua\u00e7\u00e3o magn\u00edfica de Vladimir Brichta. Bingo, ou melhor, Augusto, \u00e9 um personagem complexo e cheio de camadas, que possui um conflito interno tocante. Tecnicamente o filme \u00e9 primoroso, desde os vers\u00e1teis movimentos de c\u00e2mera at\u00e9 a brilhante fotografia de Lula Carvalho, que serve de forma brilhante \u00e0 narrativa.&nbsp;<em>Bingo<\/em>&nbsp;ainda conta com um bom elenco de apoio, com destaque para Leandra Leal, e nos faz lembrar do Bozo de outra maneira.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">It: A Coisa<\/h2>\n\n\n\n<p>Duas semanas ap\u00f3s<em>\u00a0Bingo<\/em>\u00a0surpreender o p\u00fablico, outro palha\u00e7o dominou as telonas. Vers\u00e3o cinematogr\u00e1fica do cl\u00e1ssico de Stephen King,\u00a0<strong><em>It: A Coisa<\/em><\/strong>\u00a0foi um sucesso absoluto de p\u00fablico e cr\u00edtica. Al\u00e9m disso, o filme dirigido por\u00a0Andy Muschietti\u00a0saiu-se muito bem nas bilheterias, quebrando recordes e sendo um dos\u00a0filmes mais buscados pelos f\u00e3s no\u00a0Google. O que tornou\u00a0<em>It<\/em>\u00a0t\u00e3o aclamado \u00e9 o fato de que este \u00e9 realmente um filme que d\u00e1 medo. O Pennywise de\u00a0Bill Skarsg\u00e5rd\u00a0\u00e9 bizarro e quando ele desperta para ca\u00e7ar e assustar crian\u00e7as, as coisas realmente ficam s\u00e9rias. A primeira cena que o diga.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Uma Mulher Fant\u00e1stica<\/h2>\n\n\n\n<p>Devidamente reconhecido pela cr\u00edtica,&nbsp;<em><strong>Uma Mulher Fant\u00e1stica<\/strong><\/em>&nbsp;\u00e9 um excelente filme.&nbsp;Dirigido por Sebasti\u00e1n Lelio, que co-escreve o roteiro com&nbsp;Gonzalo Maza, o longa chileno \u00e9 um dos grandes favoritos ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.&nbsp;A hist\u00f3ria acompanha Marina, uma gar\u00e7onete transexual vivida de forma impec\u00e1vel pela atriz Daniela Vega. Marina ocupa seus dias trabalhando como gar\u00e7onete e como cantora de m\u00fasica l\u00edrica. Seu sonho \u00e9 fazer sucesso com a m\u00fasica e para isso, ela se apresenta nos clubes noturnos da cidade. Quando seu parceiro morre, Marina se v\u00ea diante da raiva e do preconceito da fam\u00edlia dele sem ter o direito de se despedir de seu amado. O filme tem o grande m\u00e9rito de mostrar, de forma crua e intimista, o ponto de vista da comunidade trans atrav\u00e9s da personagem de Daniela, que enfrenta o preconceito pelo simples (pelo menos deveria) fato de ser quem ela \u00e9.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">M\u00e3e!<\/h2>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea lembrar de um filme que dividiu opini\u00f5es de forma mais incisiva em 2017, com certeza vai lembrar de\u00a0<strong><em>M\u00e3e!<\/em><\/strong>\u00a0\u00a0Por ser um filme extremamente desconfort\u00e1vel, perturbador e angustiante, isso \u00e9 justamente aquilo que o torna inesquec\u00edvel em diversos aspectos. Uma jun\u00e7\u00e3o de met\u00e1foras \u2013 as vezes em exagero \u2013 e uma cinematografia impec\u00e1vel que torna essa experi\u00eancia cinematogr\u00e1fica uma das mais intensas de 2017. A sinopse parecia simples, ao dizer que a\u00a0rela\u00e7\u00e3o de um casal \u00e9 testada quando visitantes n\u00e3o esperados chegam \u00e0 sua casa e atrapalham a tranquilidade da fam\u00edlia.\u00a0<em>M\u00e3e!<\/em>\u00a0\u00e9 isso e mais um monte de coisas. \u00c9 tamb\u00e9m Jennifer Lawerence e Javier Bardem dando tudo de si, enquanto Ed Harris n\u00e3o fica atr\u00e1s, ao lado de uma estonteante Michelle Pfeiffer. M\u00e3e \u00e9 a obra-prima de\u00a0Darren Aronofsky\u00a0mas tamb\u00e9m pode ser o seu pior filme. Depende da sua experi\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Blade Runner 2049<\/h2>\n\n\n\n<p>Trinta anos ap\u00f3s os eventos do primeiro filme, um novo Blade Runner, o agente K (Ryan Gosling), descobre um segredo h\u00e1 muito enterrado que tem o potencial de mergulhar no caos o que resta da sociedade. A descoberta de K o leva a uma investiga\u00e7\u00e3o para encontrar Rick Deckard (Harrison Ford), um ex-policial Blade Runner que est\u00e1 desaparecido h\u00e1 tr\u00eas d\u00e9cadas. Dennis Villeneuve dirige o filme de forma primorosa, entregando sua vis\u00e3o definitiva do longa direto nos cinemas. Tudo o que foi pensado est\u00e1 ali, sem vers\u00f5es finais ou edi\u00e7\u00f5es extras. Uma viagem que inclui uma imers\u00e3o visual contemplativa e \u00fanica, diga-se. A c\u00e2mera n\u00e3o \u00e9 apressada e se move com eleg\u00e2ncia, leve o tempo que precisar. Al\u00e9m disso, h\u00e1 uma cena envolvendo sexo que certamente \u00e9 diferente de tudo o que j\u00e1 vimos no cinema. Sem falar na deslumbrante fotografia de\u00a0Roger Deakins, sem se esquecer da dire\u00e7\u00e3o de arte que fica por conta de\u00a0Dennis Gassner, embalados pela trilha de Hans Zimmer e Benjamin Wallfisch. S\u00e3o duas horas e meia de puro deleite visual e narrativo. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas:\u00a0<em>Blade Runner 2049<\/em>\u00a0\u00e9 um filma\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Bom Comportamento<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"747\" height=\"449\" src=\"https:\/\/becoming-livingston.i.metricaz.com\/quartaparedepop\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/01\/bom-comportamento-robert-pattinson.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-328\" srcset=\"https:\/\/becoming-livingston.i.metricaz.com\/quartaparedepop\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/01\/bom-comportamento-robert-pattinson.jpg 747w, https:\/\/becoming-livingston.i.metricaz.com\/quartaparedepop\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/01\/bom-comportamento-robert-pattinson-300x180.jpg 300w, https:\/\/becoming-livingston.i.metricaz.com\/quartaparedepop\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/01\/bom-comportamento-robert-pattinson-600x361.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 747px) 100vw, 747px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s um malsucedido assalto a banco, Constantine Nikas (Robert Pattinson) v\u00ea seu irm\u00e3o mais novo (Bennie Safdie) sendo preso e embarca em uma odisseia no submundo da cidade em que vive, numa tentativa cada vez mais desesperada \u2013 e perigosa- de tirar seu irm\u00e3o da pris\u00e3o. Aqui os irm\u00e3os Safdie entregam um thriller de persegui\u00e7\u00e3o enervante, combinando a\u00e7\u00f5es fren\u00e9ticas em um \u00f3timo filme do g\u00eanero.\u00a0<em>Bom Comportamento<\/em>\u00a0\u00e9 um filme sobre a jornada desastrada e determinada de Coonie, que \u00e9 um bom personagem. Por\u00e9m, isto n\u00e3o seria poss\u00edvel sem a brilhante atua\u00e7\u00e3o de Robert Pattinson, que d\u00e1 um dos melhores desempenhos de sua carreira.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Terra Selvagem<\/h2>\n\n\n\n<p>Taylor Sheridan se faz presente na lista mais uma vez, desta vez em mais um filme fronteiri\u00e7o. No longa, Cory (<strong>Jeremy Renner<\/strong>) \u00e9 um ca\u00e7ador de coiotes e predadores traumatizado pela morte da filha adolescente. Quando ele encontra o corpo congelado de uma menina em meio ao nada, em uma remota \u00c1rea de Preserva\u00e7\u00e3o Ind\u00edgena Americana, inicia-se uma investiga\u00e7\u00e3o sobre o crime com o aux\u00edlio de uma agente novata do FBI (<strong>Elizabeth Olsen<\/strong>) que desconhece a regi\u00e3o.\u00a0Mais do que um suspense ou uma trama que gira em torno da resolu\u00e7\u00e3o do mist\u00e9rio,\u00a0<strong><em>Terra Selvagem<\/em><\/strong>\u00a0fala sobre a dor de uma forma sens\u00edvel e ao mesmo tempo n\u00e3o convidativa. O filme \u00e9 um estudo da natureza humana quando ela \u00e9 testada em condi\u00e7\u00f5es adversas. Em alguns pontos ele nos incomoda mas sentimos a necessidade de abra\u00e7ar a jornada dos personagens e entender suas motiva\u00e7\u00f5es. Taylor Sheridan demonstra que \u00e9 um nome em que devemos prestar aten\u00e7\u00e3o, tanto escrevendo quando atr\u00e1s das c\u00e2meras.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mais um filme: Star Wars: Os \u00daltimos Jedi<\/h2>\n\n\n\n<p>Para finalizar,\u00a0<strong><em>Star Wars: Os \u00daltimos Jedi<\/em><\/strong>\u00a0encerra a lista, que teria 20, mas n\u00e3o poderia deixar de incluir o novo longa da saga. O filme dirigido porRian Johnson \u00e9 uma prova de que a rever\u00eancia a trilogia cl\u00e1ssica n\u00e3o impede o diretor de ousar e trazer um frescor para a franquia, mesmo em um filme situado entre o in\u00edcio e o fim de uma nova sequ\u00eancia. O\u00a0<em>Epis\u00f3dio VIII<\/em>\u00a0\u00e9, portanto, mais do que uma transi\u00e7\u00e3o. Ele \u00e9 um cap\u00edtulo que eleva em larga escala a cinematografia da s\u00e9rie, para aplicar o que o enredo de Star Wars pede: batalhas no espa\u00e7o, um \u00f3timo CGI sem abrir m\u00e3o de efeitos pr\u00e1ticos, planos abertos exuberantes e lutas bem coreografadas (uma delas bastante empolgante), al\u00e9m de uma representatividade cada vez maior para as mulheres. Os\u00a0<em>\u00daltimos Jedi<\/em>\u00a0consegue ser um \u00f3timo filme e figurar entre os tr\u00eas maiores filmes da saga, na minha modesta opini\u00e3o. Quer saber a ordem? Confira a\u00a0lista dos filmes de Star Wars, do pior ao melhor.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Outros destaques e men\u00e7\u00f5es<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"512\" src=\"https:\/\/becoming-livingston.i.metricaz.com\/quartaparedepop\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/01\/mulher-maravilha-segunda-guerra-768x512-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-329\" srcset=\"https:\/\/becoming-livingston.i.metricaz.com\/quartaparedepop\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/01\/mulher-maravilha-segunda-guerra-768x512-1.jpg 768w, https:\/\/becoming-livingston.i.metricaz.com\/quartaparedepop\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/01\/mulher-maravilha-segunda-guerra-768x512-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/becoming-livingston.i.metricaz.com\/quartaparedepop\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2025\/01\/mulher-maravilha-segunda-guerra-768x512-1-600x400.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>\u00c9 imposs\u00edvel n\u00e3o olhar para 2017 e ignorar o fato de que\u00a0<em>Mulher-Maravilha<\/em>\u00a0merece o seu devido reconhecimento. Captada sob uma \u00f3tica feminina pela diretora Patty Jenkins, o carisma de Gal Gadot e a hist\u00f3ria que abre espa\u00e7o para o humo,r sem deixar a aventura de lado, nos mostra uma hero\u00edna que coloca sua f\u00e9 na humanidade acima de tudo. Mas n\u00e3o foi somente Patty quem engrandeceu o time das mulheres na dire\u00e7\u00e3o.\u00a0Kathryn Bigelow trouxe um drama visceral sobre as tens\u00f5es raciais dos anos 60 em\u00a0<em>Detroit em Rebeli\u00e3o<\/em>, enquanto Sophia Coppola realizou em\u00a0<em>O Estranho que N\u00f3s Amamos<\/em>\u00a0a reuni\u00e3o de um poderoso elenco feminino, em uma vistosa releitura com sua trama de c\u00edumes e trai\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>Em&nbsp;<em>Ao Cair da Noite<\/em>, o suspense e o terror apresentados giraram em torno do que n\u00e3o pode ser visto e da atmosfera. Outro filme que utilizou bem a ambienta\u00e7\u00e3o em favor da narrativa foi o drama existencial&nbsp;<em>A Ghost Story<\/em>, com um estudo metaf\u00edsico \u00edntimo e extremamente tocante. Por falar em emo\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da bela cinematografia empregada, Selton Mello entregou mais um belo trabalho como diretor em&nbsp;<em>O Filme da Minha Vida<\/em>, corroborando o bom ano do cinema nacional, que ainda teve&nbsp;<em>Como Nossos Pais<\/em>&nbsp;discutindo a din\u00e2mica familiar da fam\u00edlia moderna, sob o ponto de vista feminino. Filme que, ali\u00e1s, todo homem deveria assistir.<\/p>\n\n\n\n<p>Voltando ao in\u00edcio do ano, n\u00e3o d\u00e1 para esquecer de outros filmes que estiveram na corrida do Oscar. Desde a guerra retratada de forma visceral por Mel Gibson em\u00a0<em>At\u00e9 o \u00daltimo Homem<\/em>, at\u00e9 o drama de partir o cora\u00e7\u00e3o em\u00a0<em>Lion<\/em>, tivemos grandes atua\u00e7\u00f5es de Andrew Garfield e Dev Patel. Por falar em interpreta\u00e7\u00e3o, o elenco feminino de\u00a0<em>Estrelas Al\u00e9m do Tempo<\/em>\u00a0teve uma atua\u00e7\u00e3o elogi\u00e1vel, enquanto o melanc\u00f3lico\u00a0<em>Manchester \u00e0 Beira-Mar<\/em>\u00a0trouxe uma das melhores cenas de drama da temporada passada, entregue por Michelle Williams. Ainda teve uma grande esnobada da Academia que merece uma men\u00e7\u00e3o. O \u00e9pico religioso\u00a0<em>Sil\u00eancio<\/em>, de Martin Scorcese, vale uma conferida.<\/p>\n\n\n\n<p>O cinema de a\u00e7\u00e3o teve bons longas como o estiloso<em>\u00a0At\u00f4mica<\/em>\u00a0e o porradeiro\u00a0<em>John Wick: Um Novo Dia Para Matar<\/em>. As sequ\u00eancias de lutas desses filmes est\u00e3o definitivamente em outro n\u00edvel. Mas seria injusto deixar outro g\u00eanero sem uma men\u00e7\u00e3o. As com\u00e9dias dram\u00e1ticas<em>\u00a0Doentes de Amor<\/em>\u00a0e\u00a0<em>A Guerra dos Sexos<\/em>\u00a0valem uma conferida, com boas atua\u00e7\u00f5es e hist\u00f3rias gostosas de acompanhar. E por qu\u00ea n\u00e3o citar\u00a0<em>Thor Ragnarok<\/em>, a grande e divertida piada da Marvel em 2017?<\/p>\n\n\n\n<p>Falando nisso,\u00a0<em>Os Meyerowitz: Fam\u00edlia N\u00e3o se Escolhe<\/em>, da Netflix, conseguiu a proeza de fazer Adam Sandler ser aplaudido em Cannes. Sejamos justos, ele merece o reconhecimento, assim como Ben Stiller. A gigante do streaming tamb\u00e9m emplacou o bom filme\u00a0<em>OKJA,<\/em>\u00a0uma bela e sens\u00edvel hist\u00f3ria de amizade entre uma menina e uma super-porca gigante.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se tem uma coisa que marca um ano cinematogr\u00e1fico \u00e9 a qualidade de suas produ\u00e7\u00f5es. 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